A coqueluche lá do sítio

O pai do Silvério Fernandes andou muito de bicicleta e era montado numa que “ele todos os domingos ia ver o Beira-Mar”. Para o Silvério não foi difícil convencer o pai a oferecer-lhe uma bicicleta, só teve de passar para o Liceu.

“Foi das primeiras bicicletas de crosse que apareceu e nem tinha travões, era contrapedal. Eu, como era aficcionado e andava sempre aos saltos, pedi ao meu pai e ele deu-ma. Eu era a coqueluche lá do sítio”. Antes de ter este “avião”, tinha de improvisar. “Transformávamos bicicletas novas num cangalho velho. Tirávamos os guarda-lamas e tínhamos só as rodas, guiador e pedais para fazer ciclocrosse. Ao pé de minha casa havia uma pista, nós fizemos lá uns buracos e uns altos. Víamos o motocrosse e queríamos imitar”.

As duas rodas ainda hoje o acompanham, mas com menos frequência. Serve-se da bicicleta apenas para ir à drogaria ao pé de casa. Passou algumas tardes na Loja das BUGAs, onde aproveitou para praticar várias línguas e ajudar os turistas a descobrir a cidade de Aveiro. “Aparece lá gente de todo o lado e temos sempre a possibilidade de dialogar um bocadinho. Nós conhecemos os pontos de interesse e acabamos por dar as informações necessárias para que os turistas aproveitem o passeio de bicicleta e conheçam a cidade. Damos as dicas todas”.