Aveirense e com orgulho

O Salvador de Sá andava sempre de bicicleta quando era mais jovem. Depois as voltas da vida não coincidiram com as do pedal e só depois de se reformar voltou ao hábito. Agora pedala todos os dias de manhã e às vezes também à tarde. Aproveita o passeio para ver os amigos e para se mexer, até porque acha que está a engordar.

“Moro no fim do Canal de S. Roque, vou até ao Centro de Congressos e volto. Normalmente é este o itinerário.”

Nunca andou de BUGA, mas desde o início que a considera “um projecto fantástico”. Na altura estava no Brasil e a notícia que lhe chegou da sua cidade encheu-o de orgulho. Nunca se cansou de gabar a ideia.

“Foi uma ideia brilhante. As Câmaras gastam tanto dinheiro mal gasto e este foi bem gasto.”

Recentemente apercebeu-se que a utilização da BUGA tem caído. Há uns tempos, precisou de pôr ar nos pneus da bicicleta e foi até à oficina da BUGA. Ficou espantado com a quantidade de bicicletas que estavam paradas à espera de reparação. O sr. Alcino lá lhe disse que antes havia muitas mais.

Para o Salvador faz sentido que o uso seja agora menor porque muitas pessoas compraram bicicletas próprias, deixando a BUGA nas mãos dos estudantes, os de Aveiro e os de fora.

Já na sua segunda bicicleta, comprada depois de lhe terem roubado a que tinha, confessa-se ainda inquieto sempre que tem de a pousar.

“Ficamos sempre ansiosos para saber se a bicicleta ainda lá está ou não quando vamos buscá-la.”