Parece uma Harley

O Pedro Amado vive no Porto e dá aulas na Universidade de Aveiro desde 2007. Movimenta-se de acordo com o horário que tem em cada semestre e pelo menos dois ou três dias vai até Aveiro. Nestas andanças, opta pelo comboio para o percurso mais longo e uma bicicleta dobrável para o resto. Não gosta de conduzir, aborrece-se, e esta solução é mais económica.

No ano em que começou a dar aulas em Aveiro, andava a pé e não pensou duas vezes para experimentar a bicicleta de utilização gratuita. Mas as coisas não correram como esperava. Por um lado, não havia postos de recolha funcionais. Por outro, sentiu um problema que o impediu de pedalar: “o quadro não é para o meu comprimento de perna”. Rapidamente se decidiu a comprar uma bicicleta só para si.

Agora as Bugas parecem-lhe mais recreativas. Óptimas para os turistas. Nem tanto para quem queira circular de uma forma prática. A BUGA já não é um bem utilitário.

Acha que as ciclovias de Aveiro são deficitárias. Obrigam ao perigoso cruzamento entre ciclistas e automobilistas. Talvez por isso as suas cautelas.

“Em Aveiro uso sempre capacete”.

De volta à memória que tem das Bugas, confessa que sempre que se sentou numa se sentiu um motard.

“Gosto da posição, parece que vamos numa Harley”.

Independentemente da distância aos pedais, o Pedro vê como fundamental “a Câmara afinar todo o sistema, perceber o que as pessoas querem e definir o que fazer com a BUGA”.