Os BUGA

Alberto Souto, é o ex-presidente da Câmara de Aveiro a quem já chamaram “pai das Bugas”, por ter sido no seu mandato que as bicicletas passaram a ser o símbolo de Aveiro.

Hoje passa a maior parte do tempo no Luxemburgo onde há mais e melhores bicicletas ao dispor de quem as quiser usar. Mas quando está em Portugal vive em Ílhavo e usa a bicicleta em ligeiros passeios de fim-de-semana numa ciclovia perto de casa. Que, ironia das ironias, foi construida pelo actual presidente da câmara de Aveiro, quando ainda era autarca em Ílhavo.

O tom sereno com que fala das bicicletas de utilização gratuita não lhe subtrai orgulho no projecto que levou a cidade e o seu autarca para o centro das atenções sem que tivessem sequer de fazer publicidade ao projecto.

Mas, há uma história que não saiu nos jornais. A histórias dos barcos que eram para ser de utilização gratuita, complementando a rede das bicicletas e dando uso aos canais que rompem a cidade. Eram para ser porque não foram. Apesar de terem navegado pela Ria dois protótipos, nunca chegaram a ser mais que isso. Mesmo esses quando chegaram à água já não levavam o “G” de “Gratuito”.

Conta o Alberto Souto que a Marinha não permitia que os barcos circulassem sem piloto devidamente encartado. Ora, para haver piloto, tinha que se pagar para usar. Seria então uma espécie de táxi-barco.

O plano incluia rasgar novos canais na Ria tornonado possível navegar desde o centro até à Universidade.

“Era uma ideia magnífica” diz ele dos barcos com quase tanto orgulho como repete “Foi uma ideia magnífica” sempre que fala das bicicletas.