O restaurador

A morar a dez minutos de distância de Aveiro, o Nuno Dias escolhe o carro para as deslocações diárias. A bicicleta é a sua grande aliada dos fins-de-semana e tem um grupo de amigos com quem pratica BTT. Junta assim o útil ao agradável, numa aliança entre o desporto e o prazer.

Há seis anos que se dedica a um hobbie especial: o restauro de bicicletas antigas. Já restaurou uma bicicleta que pertenceu ao pai e que estava parada em casa dos avós desde os anos sessenta.

“Depois de recuperada, ofereci a bicicleta ao meu pai como prenda de aniversário”.

A recuperação de uma BMX que tem desde os anos oitenta e que estava abandonada em casa dos seus pais foi o passo seguinte. “Terminei há pouco tempo e ficou um mimo”.

Actualmente, tem em mãos uma bicicleta dos anos quarenta. “Descobri que esta bicicleta veio de África, foi exportada para as antigas colónias e voltou para cá”.

Procurar peças para as bicicletas que restaura é uma das tarefas que mais trabalho, e gozo, lhe dá. Faz pesquisas na internet ou vai a feiras temáticas, sempre na esperança de encontrar a peça que deixe a bicicleta mais parecida com o original.

Admirador de bicicletas com história. Guarda a bicicleta onde aprendeu a andar, de bicicleta. A mesma onde a sua irmã também aprendeu. E, perpetuando o ritual, agora é a vez da sua filha mais velha.

Já experimentou a BUGA mas só pega nela em situações de emergência. Acha que foi um bom investimento. Mas está na altura de lhe mudar o design ede procurar novas tecnologias para rentabilizar a sua mobilidade. “Se isso acontecer, usarei sem dúvida a BUGA mais vezes”.