Uma peixeira acelerada

A Maria de Fátima não consegue estar parada. É peixeira no mercado de Aveiro e anda sempre numa correria. A bicicleta ajuda a atender às exigências da sua vida atribulada há muito tempo.

“Já me perguntam porque é que com esta idade ainda ando de bicicleta”.

Faz bem aos ossos, é a razão principal. Sem esquecer que apesar de ter carro, a Maria de Fátima acha muito dispendioso usá-lo, principalmente quando tem de estacionar e as autoridades não perdoam um descuido.

Usa a bicicleta para tudo: ir às compras, fazer recados e ir para o trabalho, mesmo se é a única entre as colegas em cima das duas rodas. Mas a bicicleta tem de ser veloz.

“Ando sempre rápido, preciso de me despachar e há bicicletas que não desenvolvem aquilo que quero”.

É o principal senão da BUGA. Já a utilizou várias vezes, já fez entregas de peixe com ela, mas é uma bicicleta que, diz-nos: “não chega onde quero”.

Vê como essenciais o cuidado e a atenção na estrada e munida por esse escudo, nada a impede de continuar a andar.

“Aconselho todas as pessoas a andarem de bicicleta. Sinto-me muito bem e vou andar até poder”.