Uma queda irónica

O Manuel Oliveira gosta muito de andar de bicicleta. Vive no Porto, dá aulas na Universidade de Aveiro e quase diariamente utiliza a bicicleta e o comboio como meios de transporte.

Vê a bicicleta como um investimento caro, mas que poupa mesmo dinheiro. Tem três. Uma para o desporto dos fins-de-semana, uma eléctrica e uma dobrável. Esta última decidiu comprar após sentir alguns problemas no comboio.

“No urbano já há muitas bicicletas e não me sentia bem em ter a minha na carruagem. Já apanhei revisores chatos e situações constrangedoras. A dobrável é considerada volume e já não sou incomodado nem incomodo ninguém”.

Quando chove acanha-se e utiliza o carro. A visibilidade diminui com a chuva e isso fá-lo ter mais cuidado. Até tem um fato especial, mas como não dá jeito não o usa.

“Já dei um grande tralho num dia de chuva, fui para o hospital e tudo. Derrapei nos trilhos do eléctrico, no Porto, quando me desviava de uma senhora. Felizmente nada de grave aconteceu”.

Acha que a partir daí ficou mais sábio e não cai facilmente. Em Aveiro sente-se seguro e os carros respeitam-no. Ironicamente, no dia a seguir à nossa conversa, o Manuel ligou a contar que tinha caído de bicicleta em Aveiro e que aleijou um joelho.

“Retiro o que disse! Já não me sinto assim tão seguro”.

Nunca andou de BUGA. Acha que tem azar porque nunca encontrou nenhuma operacional.

Quando viaja para fora do país, utiliza o sistema de bicicletas existente em cada cidade que visita e acha que o de Aveiro deve ser melhorado.

“Não sei se o gratuito é o melhor modelo de negócio”.