A melhor forma de conhecer uma cidade

Pedalar está-lhe nas entranhas. Nascido e criado com bicicletas ao seu redor, o José Pedro encontrou nas duas rodas a melhor forma de conhecer os encantos das cidades que o têm abrigado. Mesmo puxando pela cabeça,  não sabe muito bem de onde surgiu o impulso que lhe colocou a bicicleta na rotina.

Pela manhã, nos quilómetros que ligam a Praia da Barra a Aveiro, consta que os canais da ria se espreguiçam num ritual orquestrado pelos acordes do sol. A meta é  sempre a Universidade de Aveiro mas ele tem de “aproveitar o bom tempo, a luz e o trajeto lindíssimo”.

A vida profissional levou-o a Lisboa. Atualmente, está num vai e vem ferroviário entre Aveiro e o Porto, mas sempre com a companhia da bicicleta. ”De carro ou de transportes públicos, seria impossível conhecer estas cidades tão bem”. Precisa de ter as ruas nas palmas das mãos, nas pernas e em cada fôlego.

Das BUGAS, recorda algumas piadas que se contavam, particularmente, quando apareciam na Barra. ”Dizia-se que as bicicletas não iam durar um mês e que alguém as ia colocar à venda no eBay”.

Ideias para a BUGA não lhe parecem faltar. Gostava “de as ver restauradas. Elas têm tudo para ser um acessório turístico de excelência. Não há nada como conhecer uma cidade de bicicleta. Consegues sempre arranjar tempo e forma de ver tudo. Não andas debaixo de terra, no metro, nem ficas encurralado no trânsito”.