Nem o Batman

Utilizar a bicicleta não é algo que o Hugo Figueiredo faça de forma metódica, confessando-se até um pouco preguiçoso no que toca a dar ao pedal. Mas ainda assim, vai dando as suas voltas, entre as quais se contam algumas deslocações entre o Porto, onde vive, e Aveiro, onde dá aulas na Universidade. Com a ajuda do comboio, claro.

“Por influência de algumas pessoas achei que a ideia funcionava muito bem e assim podia diminuir a utilização do carro”.

Com a bicicleta dobrável sempre na mala do carro, o bom tempo é um aliado forte quando se vê a braços com a decisão de qual o meio de transporte a usar. Não gosta que a chuva o molhe e a roupa especial só serve para os super-herois. Uma vez, usou uma capa preta oferecida pela sogra e chegou ao destino completamente molhado.

“Fez-me sentir o Batman, porque a capa foi toda para trás com o vento”.

Nunca experimentou a BUGA porque o processo de recolha e entrega não a torna acessível e falta-lhe a possibilidade de a usar no Porto, quando regressa a casa. Habituado à dobrável, o Hugo tem a ideia que a BUGA é “um pouco pesada e quase indestrutível”.

Mas “se o sistema de utilização fosse mais simples, tenho a certeza que a usava mais”.