Nunca perdeu o hábito

O Gonçalo Rosete é de Ílhavo e vai todos os dias de bicicleta para Aveiro, onde estuda na Universidade. Divide o percurso entre a estrada nacional e estradas secundárias e só com muita chuva deixa de pedalar.

A mãe ofereceu-lhe uma bicicleta quando tinha sete anos e desde aí os pés não largam os pedais. Como aconteceu com muitos dos rapazes da sua idade, diz.

“Foi um hábito que nunca perdi, mesmo depois de ter carta e carro”.

Na adolescência chegava a ir a Aveiro com um grupo de amigos de bicicleta e a sua era tão antiga que lhe acontecia sempre alguma coisa. Muitas vezes foi a pé no regresso a casa.

“Fazíamos isso um bocado à revelia. Foram bons momentos”.

A poupança de tempo é outro motivo porque anda de bicicleta. Demora menos do que se for de autocarro ou mesmo de carro. Em vinte minutos chega a Aveiro e depois lá nem tem que se preocupar com estacionamento.

Nunca experimentou a BUGA porque nunca precisou. Já teve curiosidade, mas não aconteceu.

“Todo o sistema é muito interessante. Mas houve uma altura em que as BUGAs deixaram de se ver em circulação. Há uns anos é que se viam mais”.