Uma vítima da intermodalidade

Frederico Moura e Sá vive no Porto e dá aulas na Universidade de Aveiro desde 2008. Nesse ano adoptou um estilo de vida intermodal. Urbanista de formação e prática diária, Frederico divide as viagens para o trabalho entre o comboio e a bicicleta.

Quando começou a dar aulas, optou pela “Buga da Semana” até ter levado para Aveiro a sua própria bicicleta, velhinha e amarela. Por ser pouco prática de transportar, deixava-a estacionada à porta da estação de comboios em Aveiro no fim do dia. Até nas férias ali ficava. Durante quase 2 anos. Até um dia em que ao chegar a Aveiro encontrou as bicicletas no estacionamento vandalizadas. Incluindo a sua.

Mais tarde, investiu na bicicleta dobrável que mantém até hoje. O fácil manuseamento da bicicleta permite-lhe levá-la de volta a casa todos os dias sem incomodar os restantes passageiros do comboio.

O urbanista resume a sua opção de uma forma racional: “a mobilidade exige uma atitude de planeamento. Exige ser programada”. “É um acto de custo-beneficio.”

Sobre a BUGA é peremptório: “se me assegurar uma deslocação tão eficiente com o mesmo custo, não tenho dúvida nenhuma”.