A BUGA tricotada

A Cristina Guimarães é a fundadora do grupo Tricotadeiras de Aveiro. Foi este grupo que, no Verão de 2014, criou uma instalação de tricot para enfeitar algumas BUGAS e assim fazer as delícias de muitos utilizadores.

Tudo começou com um convite da Pó de Enguias, uma associação de comerciantes que dinamizam o comércio tradicional da cidade, para que as tricotadeiras se envolvessem no projecto ‘Aveiro Tricotada’.

“O convite foi no sentido de fazer uma instalação de tricot na cidade”.

Após terem pensado em vários símbolos da cidade, surgiu a ideia de intervir nas BUGAs.

“Era um símbolo, mas era também uma forma de termos a instalação de tricot a circular pela cidade. Era algo inovador”.

Além das tricoatdeiras, este projecto contou com o envolvimento de toda a comunidade aveirense. Desde logo, porque o tempo para o concluir era escasso e as bicicletas eram muitas.

Foi pedido às pessoas que fizessem um quadrado de tricot ou então que disponibilizassem algum pedaço que tinham. Todas sabiam que estavam a tricotar para a BUGA e a Cristina acha que só assim era possível o seu total envolvimento.

“Fizemos uma recolha por lares, escolas, instituições de solidariedade social, estabelecimentos comerciais, etc. Reunimos centenas de quadrados de tricot”.

A seguir à recolha, foi preciso coser os quadrados e colocar nas bicicletas. Muitas horas de trabalho divididas entre o espaço Biscoito, local do encontro mensal das tricotadeiras, e a garagem das BUGAs.

“Foi muito trabalhoso mas muito divertido”.

Alguma da inspiração veio do trabalho da artista Joana Vasconcelos e isso revela-se na BUGA coberta de crochet branco, que apelidaram de ‘A Noiva’.

Só experimentou a BUGA nessa altura, quando teve de as transportar de um lado para o outro. Acha que acções como esta podem dinamizar a BUGA e que é uma bicicleta que pode fazer circular mensagens.

“As BUGAs tricotadas foram muito pedidas, disse o Sr. Alcino”.