Com a bicicleta na mala

O Gil Ribeiro é Arquiteto e entre Coimbra, Porto, Guimarães e Barcelona encontrou o caminho para Aveiro e a especialização no desenho de soluções para a mobilidade nas cidades onde a bicicleta tem um papel decisivo. Foi para vencer as distâncias entre tantas cidades, às vezes quase todas na mesma semana, que adotou uma bicicleta dobrável. Uma poderosa amiga com menos de 12 quilos e a capacidade mágica de caber no espaço para as bagagens dos comboios, dos aviões, dos carros e até em casa dos amigos. Diz que a bicicleta dobrável é de todas a mais sociável. Mas ultimamente passa mais tempo a pensar num futuro, já próximo, em que as bicicletas elétricas vão ser capazes de encurtar distâncias dentro das cidades. O motor elétrico das novas bicicletas não substitui a força motriz das pernas mas dá uma ajuda nas subidas, encurta as distâncias mais longas e exige menos destreza física. Na Universidade de Aveiro trabalhou num projecto que já está a transformar os novos sistemas de bicicletas partilhadas. Um engenhoso sistema que permite localizar as bicicletas espalhadas pela cidade e devolver essa informação a quem gere a rede e aos próprios utilizadores. Saber onde está uma bicicleta para continuar a viagem torna muito mais fiável o uso de bicicletas partilhadas, para quem tem onde estar a uma hora certa. Uma solução que é também menos dispendiosa para as cidades até aqui dependiam demasiado das carrinhas que transportavam bicicletas pela cidade para preencher os lugares vazios nos estacionamentos mais utilizados. O mais provável é que o Gil Ribeiro continue a confiar na sua bicicleta dobrável para ir conhecer as cidades para as quais está a desenhar este futuro. Nem que seja porque sabe que se se cruzar com um amigo no caminho pode guardar a bicicleta para seguir viagem acompanhado, ou, parar para pôr a conversa em dia.