A bicicleta utilitária

O Carlos Jalali é professor na Universidade de Aveiro e é também em Aveiro que reside há dez anos. A bicicleta tem sido uma presença constante na sua vida, desde que fez a sua licenciatura em Oxford. Lá, era o único meio de transporte que utilizava.

“Na altura, abri uma conta num banco que oferecia 25 libras a quem o fizesse. Foi com esse dinheiro que comprei a minha primeira bicicleta, que era em segunda mão”.

Fascinado por uma cidade cheia de ciclistas, desde alunos a professores catedráticos, deixou que o hábito se instalasse e não mais largou os pedais. Viveu em várias cidades ao longo dos anos e o uso da bicicleta sempre o acompanhou.

“Quando vim para Aveiro, uma das coisas que mais me atraiu foi a possibilidade de retomar o meu principal meio de transporte”.

Anda de bicicleta porque é mais rápido. Impressiona-o a capacidade da bicicleta nos levar de um ponto a outro rapidamente.

“Sou utilitarista nessa questão”.

Confessa que nos últimos seis meses tem andado menos. A família cresceu e a logística diária sofreu alguns ajustes. Antes, só uma chuva torrencial o demovia de pedalar.

“Nos últimos 20 anos, houve mais dias em que andei de bicicleta do que de carro”.

Utiliza a BUGA de vez em quando, principalmente aos fins-de-semana para passear com o filho, que ainda não pedala mas que se ajusta numa cadeirinha própria. Faz questão de frisar a simpatia de quem trabalha na loja das BUGAs, que até já o conhecem.

Não a considera uma bicicleta má para o propósito que neste momento ela cumpre: os passeios. Mas acha que o conceito enquanto instrumento de mobilidade, e não apenas lúdico, deve ser reforçado. Uma opção que deverá ficar a cargo de quem decide.

“Implica investimento, nomeadamente em termos tecnológicos. O sistema de cartão, como existe noutras cidades, parece-me uma boa ideia”.