A BUGA não fica bem nos postes

A Aldina Caspão é a secretária da Associação Académica da UA e andava de bicicleta para todo o lado já bem entrada na casa dos vinte anos. Fazia percursos curtos e longos e o BTT estava na lista de hobbies de fim-de-semana.

“Entretanto comecei a trabalhar e agora se andar uma vez por mês é muito”.

Dessas, algumas são de BUGA mas seriam mais, segundo ela, com outras condições. Na Associação não existem estacionamentos para as Bugas e, se assim fosse, ela e os estudantes usá-las-iam mais.

“Se tivesse onde colocar a BUGA, podia deixar o carro, apanhar uma na ponte e vinha até aqui”.

Com os estacionamentos à mão evitava-se que a bicicleta fosse levada por quem não de direito.

“Muitas bicicletas foram levadas por quem não as trazia e já aconteceu amarrarem-nas nos postes, para ninguém levar”.

Os automóveis que andam pela cidade são outro obstáculo para superar. A Aldina acha que teria menos medo de se aventurar à estrada de bicicleta se o trânsito fosse reduzido em algumas zonas.

Acha as Bugas fáceis de conduzir.

“Não são pesadas e qualquer pessoa de qualquer idade consegue andar nelas”.